Perdi meu coração.
Baldeado na Paraiso,
Foi-se pelos tunéis se destino.
Sangrado pela foice da imensidão Paulistana.
Nos pulmões,
Permanece a overdose da poluição,
Dos carros,
Dos ares multi-étinicos,
multiculturais...
Da profusão de todos a me empreganar a alma.
Do sentimento de ser só um,
Incolor,
perene as luzes da cidade.
A caminhar pela Paulista.
Contradição e complexidade,
De me encontrar perdido,
Me encontar.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
domingo, 18 de outubro de 2009
Lavanda a massagear a pele.
A penetrar no íntimo,
como uma brisa calma.
A balançar de leve as folhagens.
Pelas entranhas,
Vai tingindo seu azul bebê
No vermelho das angústias.
Talvez pimenta fosse melhor.
Tingir logo de negro.
Arder!
Gritar!
Mas lavanda acalma.
E a vida segue.
A penetrar no íntimo,
como uma brisa calma.
A balançar de leve as folhagens.
Pelas entranhas,
Vai tingindo seu azul bebê
No vermelho das angústias.
Talvez pimenta fosse melhor.
Tingir logo de negro.
Arder!
Gritar!
Mas lavanda acalma.
E a vida segue.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Paralelas
Que bela poesia. Estava ouvindo agora (na interpretação precisa de Elba Ramalho) e resolvi postar. Fantástica essa composição de Belchior.
"Dentro do carro
Sobre o trevo
A cem por hora, oh! Meu amor
Só tens agora
Os carinhos do motor
E no escritório em que eu trabalho
E fico rico
Quanto mais eu multiplico
Diminui o meu amor
Em cada luz de mercúrio
Vejo a luz do teu olhar
Passa as praças, viadutos
Nem te lembras de voltar
De voltar, de voltar
No Corcovado
Quem abre os braços sou eu
Copacabana
Esta semana o mar sou eu
Como é perversa a juventude
Do meu coração
E só entende o que é cruel
O que é paixão
E as paralelas
Dos pneus na água das ruas
São duas estradas nuas
Em que foges do que é teu
No apartamento
Oitavo andar abro a vidraça
E grito quando o carro passa
Teu infinito sou eu
Sou eu, sou eu, sou eu
No Corcovado
Quem abre os braços sou eu
Copacabana
Esta semana o mar sou eu
Como é perversa a juventude
Do meu coração
E só entende o que é cruel
O que é paixão"
"Dentro do carro
Sobre o trevo
A cem por hora, oh! Meu amor
Só tens agora
Os carinhos do motor
E no escritório em que eu trabalho
E fico rico
Quanto mais eu multiplico
Diminui o meu amor
Em cada luz de mercúrio
Vejo a luz do teu olhar
Passa as praças, viadutos
Nem te lembras de voltar
De voltar, de voltar
No Corcovado
Quem abre os braços sou eu
Copacabana
Esta semana o mar sou eu
Como é perversa a juventude
Do meu coração
E só entende o que é cruel
O que é paixão
E as paralelas
Dos pneus na água das ruas
São duas estradas nuas
Em que foges do que é teu
No apartamento
Oitavo andar abro a vidraça
E grito quando o carro passa
Teu infinito sou eu
Sou eu, sou eu, sou eu
No Corcovado
Quem abre os braços sou eu
Copacabana
Esta semana o mar sou eu
Como é perversa a juventude
Do meu coração
E só entende o que é cruel
O que é paixão"
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Procura-se
Procura-se alguém que fale alguma lingua do norte europeu. Sei lá qual, algo nórdico. Tem de ser curso ultra intensivo. Preciso juntar as duas línguas o quanto antes. Já percorri seus mapas. E digo que de início, eram apenas novas ruas, mas perceber todo um mistério diferente me fascinou. Então preciso dizer algo, antes que volte ao seu mundo.
domingo, 6 de setembro de 2009
Hoje tremi! Tive me minha frente a coisa mais linda que já vi. Perfeito, tudo exato. Alí a se mostar. E eu? Não fiz nada. Apenas fiquei imóvel a tremer, comer e beber. Estou com muita raiva de minha falta de atitude.
Bom mas já era. Não sei se vou ter a mesma visão algum dia. então, agora é mirar outras paisagens.
Bom mas já era. Não sei se vou ter a mesma visão algum dia. então, agora é mirar outras paisagens.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
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